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Ilê Axé Mukalembê realiza Festa de Oxossi em Taboquinhas

O Ilê Axé Mukalembê realizou nos dias 28, 29 e 30 de abril, a Festa em honra a Tateto Oxossi e na ocasião do dia 28 fez a entrega da Bata do Muzenza Kafuya (Lucimário Belmiro), com presença de vários tatas, tatetos, cotas, macotas, ogans e equetes.

A bata do Muzenza Kafuya foi entregue pelo Babalorixa Ballomi onde teve o procedimento da quebra de muzenza o yao a troca do camisu pela bata e a entrega das contas fechada onde o orixá Obaluae respondeu. Em seguida deu rum no orixá Obaluae e na sequencia deu rum do orixá Oxossi de Mukalembê, Pai Tico o Oxosse de Imbire  e mãe Soraia e as Inasa já sendo tata de Kafuya e a iansa de Beka.

No dia 29 um cortejo rumo ao Rio de Contas para a entrega dos presentes a Mameta Oxum e as 14 horas o samba de Mano com a Banda Samba de Treita coordenado pela equede e vocalista Silvandira. No dia 30 o enceramento com o tabuleiro em honra a Tateto Obaluae.

A festa contou com a presença de Ballomi (Pai Toninho) que é o Babalorixa de Mukalembê, Pai Kafuomi, Pai Juarez, Pai Pequeno de Mukalembê, Cota Silewa, Mãe Dete de Itabuna, Pai Ivan de Itacaré, Cota Aidangibomim, Tata Kisami, Muzenza Cafunguira Wicson nunes.

Sobre Oxossi

Oxóssi (no candomblé) ou oxósse (no omolocô) é o orixá da caça, florestas, dos animais, da fartura, do sustento. Está nas refeições, pois é quem provê o alimento. É a ligeireza, a astúcia, a sabedoria, o jeito ardiloso para capturar a caça. É um orixá de contemplação, amante das artes e das coisas belas. É o caçador de axé, aquele que busca as coisas boas para um ilé, aquele que caça as boas influências e as energias positivas.

O que encontramos no dia a dia no almoço, no jantar, enfim, em todas as refeições, pois é ele quem provê o alimento. Na África antiga, Oxóssi era considerado o guardião dos caçadores, pois cabia a eles trazer o sustento para a tribo. Hoje, Oxóssi é quem protege aquelas pessoas que saem todos os dias para o trabalho, para trazer o sustento. Oxóssi também está ligado às artes Ele está presente no ato da pintura de um quadro; na confecção de uma escultura; na composição de uma música; nos passos de uma dança; nas misturas de cores; na escrita de um poema, de um romance de uma crônica. Está na arte em um modo geral, desde o canto dos pássaros, da cigarra, ao canto do homem.

Oxóssi também rege o revoar dos pássaros, a evolução das pequenas aves. Oxóssi é a vontade de cantar, de escrever, de pintar, de esculpir, de dançar, de plantar, de colher, de caçar, de viver com dinamismo e otimismo. Oxóssi é a divindade da cultura, passando para seus filhos grandes talentos artísticos, seja no canto, na criação de livros, pinturas etc.

Curiosamente, Oxóssi também é a comodidade, a vontade de admirar, de contemplar. Oxóssi é um pouco de preguiça, a vontade de nada fazer, senão pensar e, quem sabe, criar.

Em seu lado negativo, pode estar presente também na falta de alimento; no pouco plantio; no apodrecimento de frutas, legumes e verduras; e até mesmo na arte mal acabada, inacabada ou de mau gosto. O elemento de Oxóssi é a terra e a liberdade de expressão, a liberdade para viver da maneira que somos. Sua saudação é “okê arô” ou, simplesmente, “okê”.

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