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Governo aciona STF para que greve dos caminhoneiros seja declarada ilegal

A Advocacia-geral da União (AGU) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (25) para que a greve dos caminhoneiros seja declarada ilegal.

A AGU também pede que seja autorizado o uso de força policial na desobstrução das rodovias federais e estaduais em todo país – inclusive os acostamentos.

Desde o início da semana, a AGU ingressa com ações na Justiça em todo país para obter a desobstrução de rodovias federais durante as manifestações de caminhoneiros.

Até a manhã desta sexta-feira (25), havia 23 decisões proibindo obstrução de rodovias federais nos estados do Ceará, Rio Grande do Sul, Sergipe, São Paulo, Paraná, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Rondônia, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

“Comunico que acionei as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos senhores governadores que façam o mesmo”, disse o presidente.

Segundo assessoria do Ministério da Segurança Pública, as forças federais incluem: Exército, Marinha, Aeronáutica e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Temer disse que tomou a decisão para evitar que a população fique sem produtos de “primeira necessidade”.

“Não vamos permitir que a população fique sem gêneros de primeira necessidade. Não vamos permitir que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas. Não vamos permitir que crianças sejam prejudicadas pelo fechamento de escolas. Como não vamos permitir que produtores tenham seu trabalho mais afetado”, afirmou Temer.

A assessoria do Ministério da Segurança Pública informou que o governo vai publicar um decreto ainda nesta sexta-feira com os detalhes do acionamento das forças federais. Ainda de acordo com a assessoria, as rodovias devem ser totalmente liberadas. Com isso, caminhoneiros manifestantes não poderão ficar nem no acostamento.

Temer disse que o governo atendeu os pedidos dos caminhoneiros, mas, segundo ele, uma “minoria radical” dos grevistas não quis cumprir o acordo.

Em razão da paralisação, há registros de falta de alimentos em supermercados e de combustível em postos de gasolina, o transporte coletivo em diversas cidades foi afetado, indústrias pararam atividades e voos começaram a ser cancelados por falta de combustível nos aeroportos.

O governo federal e representantes de caminhoneiros anunciaram proposta para suspender a greve por 15 dias. Contudo, as manifestações continuaram pelo país.

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